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VW Kombi já teve versão elétrica muito antes da nova ID.Buzz

VW Kombi já teve versão elétrica muito antes da nova ID.Buzz

O lançamento da ID. Buzz, programado para o próximo dia 9, é um dos êxitos de um plano de eletrificação iniciado pela Volkswagen ainda na década de 70 (não por acaso às vésperas da crise do petróleo de 1973).

(Imagem: divulgação)

O projeto, que tinha por objetivo “explorar fontes alternativas de energia para se tornar menos dependente de combustíveis fósseis”, como explicava a empresa, se concentrou nas primeiras gerações do Golf – que no fim das contas se tornou, em sua sétima encarnação, o primeiro Volkswagen de propulsão exclusivamente elétrica produzido em massa.

Contudo, o pioneiro do tal projeto, o primeiro Volkswagen a trocar gasolina por eletricidade foi a Kombi, em 1972. Apresentado na Hannover Trade Fair (uma feira de negócios na Alemanha) daquele ano, o Elektro-Transporter foi um experimento destinado a frotas de empresas e estatais.

(Imagem: divulgação)

Um dos “clientes” foi a cidade de Berlim, que segundo a marca alemã comprou sete das cerca de 120 unidades montadas da Kombi elétrica. Chegou a instalar, no distrito de Tiergarten, uma estação para que se trocasse a bateria esvaziada por uma cheia, bastando para isso remover a peça, instalada sob o compartimento de carga. Simples como abrir e fechar uma gaveta, essa operação durava cinco minutos.

(Imagem: divulgação)

Mas era possível recarregar a bateria também através de um conector. No mesmo compartimento onde originalmente ia o motor boxer refrigerado a ar, um elétrico da Bosch rendia 22 cv, com picos de 44 cv e 16 kgfm de torque, o bastante para alcançar razoáveis 75 km/h de máxima. A capacidade de carga era de 800 kg, sendo que apenas a bateria pesava 880 kg.

(Imagem: divulgação)

Também havia sistema de recuperação de energia, que usava o mesmo princípio da energia cinética extraída do acionamento dos freios.

Enquanto a Elektro-Transporter carregava uma bateria de chumbo de 21,6 kWh, a ID. Buzz leva uma de íon de lítio, de 77 kWh. Dados oficiais de autonomia ainda não foram divulgados, mas é certo que a ID. Buzz rode com uma carga bem mais do que os 85 km que a antiga Kombi elétrica percorria antes de precisar de recarga.

(Imagem: divulgação)

Avançando 50 anos no tempo, a ID. Buzz segue o mesmo conceito. – a diferença reside na evolução da tecnologia.

 

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Rodrigo Mora

Rodrigo Mora é jornalista especializado no segmento automotivo, com passagens por Programa Auto+, iG, G1 e Folha de S. Paulo. Corre o mundo atrás dos lançamentos, o que já o levou a testar carros no gelo da Islândia e no deserto do Marrocos. No blog do VC, escreve sobre a tendência dos modelos populares, a convivência com os híbridos e elétricos e, claro, a história dos clássicos.
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