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Uísques e clássicos foram luxos mais valorizados em dez anos; veja lista

Uísques e clássicos foram luxos mais valorizados em dez anos; veja lista

Levantamento da Knight Frank – consultoria global concentrada no mercado de luxo – divulgado no início do mês revela que automóveis clássicos ficaram atrás apenas de uísques raros entre os artigos de coleção que mais valorizaram nos últimos dez anos.

Mercedes-Benz 300 SL (Imagem: Divulgação)

De acordo com a pesquisa, os preços dos uísques excepcionais (produzidos em baixíssimo volume ou remanescentes de destilarias desativadas) subiram 478% na última década, enquanto os de carros históricos aumentaram 193% no período. Vinhos (127%), bolsas (108%) e relógios (89%) também se destacaram entre os itens de luxo que mais valorizados.

“Muitas vezes não é só o ano ou o envelhecimento da bebida que definem, mas quão rara e genial ela é. Exemplo é o Macallan 1926 pintado pelo Michael Dillon, cuja produção se limitou a uma unidades; ou a Lalique Legacy Collection, de seis garrafas criadas pela cristaleria Lalique. O mesmo se aplica aos carros. Um Mercedes-Benz 300 SL Gullwing é cobiçado por ser um modelo de engenharia e design geniais”, reflete Maurício Leme, gerente de Marketing da Aurora Fine Brands, importadora da The Macallan, destilaria escocesa fundada em 1824.

Lalique Legacy Collection (Imagem: Divulgação)

Apenas com 2020 na perspectiva, o estudo aponta que bolsas (da Hermès, principalmente) encabeçam o índice de investimento, com alta de 17% no último ano. Vêm na sequência vinhos 13% e carros clássicos (6%).

“Para o colecionador e entusiasta dos leilões, o ano passado foi desapontador, com muitos eventos cancelados ou transportados para o mundo digital por causa da pandemia do coronavírus. Os volumes devem se normalizar ainda mais em 2021, com a crise da covid-19 melhor administrada pela chegada das vacinas. E carros de alta qualidade devem alcançar preços melhores novamente”, avalia Dietrich Hatlapa, diretor da Historic Automobile Group International, provedora dos dados referentes aos automóveis antigos.

A Knight Frank ainda divulgou seu índice de investimento, que “rastreia o desempenho de uma cesta teórica de classes de ativos colecionáveis selecionadas” e põe no topo da lista obras de arte. Carros clássicos vêm na segunda posição, seguidos por relógios, vinhos, joias, uísques raros, mobília, diamantes coloridos, moedas e bolsas.

“O colecionismo parece que ganha mais força no momento de crise e incerteza de valor de moeda. Aqui no Brasil não é diferente: juros baixos e desvalorização cambial do real fazem as pessoas desviarem a atenção para outros investimentos, em bens tangíveis como imóveis, obras de arte e carros”, analisa Henrique Mendonça, d’O Acervo.

Para classificar os investimentos de luxo mais populares do ano passado, a Knight Frank pesquisou mais de 600 banqueiros privados, consultores de fortunas e gestores de patrimônio de famílias. O estudo faz parte do relatório The Wealth Report 2021.

 

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Rodrigo Mora

Rodrigo Mora

Rodrigo Mora é jornalista especializado no segmento automotivo, com passagens por Programa Auto+, iG, G1 e Folha de S. Paulo. Corre o mundo atrás dos lançamentos, o que já o levou a testar carros no gelo da Islândia e no deserto do Marrocos. No blog do VC, escreve sobre a tendência dos modelos populares, a convivência com os híbridos e elétricos e, claro, a história dos clássicos.
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