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Top 10: quais os clássicos mais caros leiloados em 2020

Top 10: quais os clássicos mais caros leiloados em 2020

Se o ranking dos carros mais caros negociados em leilões foi arrebatado pela Ferrari no ano passado, neste quem domina é a Bugatti – cinco modelos entre os cinco mais valiosos de 2020.

O maior valor dispensado foi menor em relação ao topo da lista de 2019: US$ 12.681.550 por um Bugatti Type 59 Sports 1934 ante US$ 19.805.000 oferecidos por um McLaren F1 ‘LM-Specification’ 1994, o mais caro do ano retrasado. Destaque para os conceitos Alfa Romeo B.A.T., vendidos por US$ 14.840.000, que não entram na lista por terem sido comercializados como trio.

À lista:

Bugatti Type 59 Sports 1934

Originalmente parte da equipe oficial da Bugatti, este exemplar foi, no mesmo ano de sua produção, vencedor do GP da Bélgica e terceiro lugar no GP de Mônaco. Posteriormente, foi desenvolvido pela fábrica para eventos esportivos. Em 1937 virou propriedade do rei belga Leopoldo e jamais fora restaurado. Arrematado por US$ 12.681.550 em leilão da Gooding & Company, realizado em setembro, se tornou o Bugatti mais caro já vendido em um evento público.

Imagem: Gooding & Company / divulgação

Bugatti Type 57S Atalante 1937

Também no leilão “Passion of a Lifetime”, da Gooding & Company, um Bugatti Type 57S Atalante 1937 trocou de mãos por US$ 10.447.150. A vasta documentação que acompanha o carro revela que este exemplar saiu da fábrica direto para a garagem do piloto inglês Earl Howe, e que é um dos 17 exemplares fabricados nessa configuração.

Imagem: Gooding & Company / divulgação

Bugatti Type 55 Super Sport Roadster 1932

Do leilão da Bonhams realizado em março, em Amelia Island (EUA), saiu um Bugatti Type 55 Super Sport Roadster 1932 por US$ 7.100.000. Desenhado pelo próprio Jean Bugatti, é um dos 11 sobreviventes de 14 fabricados sem capota. Restaurado, foi o “First in Class” na edição de 1993 de Pebble Beach.

Imagem: Bonhams / divulgação

Bugatti Type 35C Grand Prix 1928

Construído em 1928 para a corrida Targa Florio daquele ano, foi arrematado por US$ 5.233.550 no leilão da Gooding & Company, e assim se tornou o mais caro Type 35 já negociado. Jamais restaurado, teve apenas quatro proprietários desde 1932, segundo a leiloeira.

Imagem: Gooding & Company / divulgação

Bugatti Type 55 1932

O quinto clássico mais caro de 2020, também um Bugatti, veio do leilão da Bonhams de Paris, realizado em fevereiro durante a Rétromobile. Vendido por US$ 5.070.000, tem no currículo a passagem pelas 24 Horas de Le Mans de 1932, pilotado por Louis Chiron – importante piloto monegasco com mais de 30 anos de carreira, cujo sobrenome batiza o superesportivo da Bugatti e que é, até hoje, o piloto mais velho a disputar uma corrida de Fórmula 1, no caso o GP de Mônaco de 1955, aos 55 anos.

Imagem: Bonhams / divulgação

Ferrari 550 GT1 Prodrive 2001

Negociada pela RM Sotheby’s durante a Monterey Car Week (EUA), em agosto, por US$ 4.290.000, trata-se da segunda unidade, de apenas 12, construídas pela Prodrive para o programa de corridas de Gran Tursimo da Ferrari. Soma 14 conquistas em sua categoria, além de uma vitória na classificação geral das 24 Horas de Spa de 2004, além do título da GT Championship daquele ano.

Imagem: RM Sotheby’s / divulgação

Lamborghini Miura P400 SV Speciale 1971

Arrematado por US$ 4.265.310, quase o dobro do que se paga por um Miura, leva o sobrenome “Speciale” por conter especificações requisitadas pelo industrial francês Jacques Dembiermont, então um cliente especial para a marca italiana. Entre tais customizações, lubrificação de cárter seco e diferencial de deslizamento limitado ZF.

Imagem: Gooding & Company / divulgação

Aston Martin DB3S 1955

Foi recordista de velocidade na Austrália, em 1957, com média de 143.19 mp/h (229 km/h). Vendido por US$ 4.004.630, pela Gooding & Company.

Imagem: Gooding & Company / divulgação

Ford Shelby GTR350R “Flying Mustang” 1965

Em julho, a Mecum vendeu um Shelby GT350 R Competition 1965 por U$S 3,85 milhões, que se tornou o Mustang mais caro da história. Uma das razões para o valor recorde é o fato de Ken Miles ter vencido a corrida de estreia do modelo, no autódromo Green Valley Raceway, no Texas. Miles ganhou fama ao ter sua carreira revisitada em Ford vs Ferrari.

Este Mustang ainda teve sua imagem eternizada quando Miles, durante a tal prova no Texas, deu um salto que tirou as quatro rodas do chão – daí o apelido “Flying Mustang” (Mustang voador). A cereja do bolo é que este chassi número 5R002 é o primeiro de apenas dois protótipos construídos do GT350R.

Imagem: Mecum / divulgação

Ford Mustang GT “Bullitt” 1968

Um dos dois Mustangs dirigidos por Steve McQueen em Bullitt foi arrematado em janeiro, durante leilão da Mecum, por US$ 3,4 milhões. Em outubro de 1974 – após ter pertencido a um produtor da Warner Bros. (distribuidora do filme) e a um detetive -, o carro encontrou a garagem de Robert Kiernan, um cidadão de Nova Jersey que desembolsou meros US$ 6 mil pelo Mustang que Steve McQueen havia dirigido no filme. O próprio ator, tempos depois, tentou comprar seu antigo parceiro, mas Kiernan recusou.

O alto consumo de combustível e uma embreagem quebrada forçaram a aposentadoria do Mustang, em 1980. Abandonado em uma fazenda em Nashville (EUA), o carro foi ressuscitado apenas em 2014.

Imagem: Mecum / divulgação

 

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Rodrigo Mora

Rodrigo Mora

Rodrigo Mora é jornalista especializado no segmento automotivo, com passagens por Programa Auto+, iG, G1 e Folha de S. Paulo. Corre o mundo atrás dos lançamentos, o que já o levou a testar carros no gelo da Islândia e no deserto do Marrocos. No blog do VC, escreve sobre a tendência dos modelos populares, a convivência com os híbridos e elétricos e, claro, a história dos clássicos.
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