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Quem foi 5, hatch de 72 que encabeça a “Nouvelle Vague” elétrica da Renault

Quem foi 5, hatch de 72 que encabeça a “Nouvelle Vague” elétrica da Renault

Renaulution, o plano de reestruturação da Renault anunciado nesta semana, prevê 14 novos modelos, sete deles elétricos, até 2025. A partir daí, vislumbra a empresa, o modelo de negócio será guiado por tecnologia, mobilidade e energia. Outras também apostam que, no futuro, estarão mais para fornecedoras de mobilidade sustentável do que produtora de automóveis.

“Trata-se de trazer modernidade à indústria automotiva. Mudaremos para uma marca de energia, fortalecendo nossa liderança entre os eletrificados. Também seremos uma marca de tecnologia. Isso nos dará vantagem competitiva como marca de serviço, com serviços conectados de alta tecnologia, dentro e fora do carro”, explica Luca De Meo, CEO do Grupo Renault.

Abarca, o Renaulution, outras marcas da companhia e é neste momento simbolizado por quatro veículos: Dacia Bigster Concept, um SUV do segmento C que poderá ser movido por energia alternativa ou propulsão híbrida; EZ-1 Prototype, o primeiro veículo da Mobilize, nova marca da Renault que atuará no transporte urbano e compartilhado; A521, carro da Alpine para a temporada 2021 da Fórmula 1; e Renault 5 Prototype – este talvez o mais importante.

Renaulution abarca outras marcas da empresa, como Dacia e Lada (Imagem: divulgação)

“O novo R5 é a Nouvelle Vague: está fortemente conectado à sua história, mas é o futuro, tornando os carros elétricos populares”, concluiu de Meo, referindo-se ao movimento cinematográfico francês criado na década de 1950, mais autoral e portanto oposto às superproduções de Hollywood.

(Imagem: divulgação)

Mas quem foi o Renault 5?

Substituto do 4, este a consequência do 4CV. Lançado em 1961, o 4 combinou vanguarda e obsoletismo: tinha suspensão independente nas quatro rodas, mas era montado sobre chassi; foi o primeiro Renault de tração dianteira, mas nos primeiros anos era equipado com câmbio de apenas três marchas. Sem mudanças no estilo ou no tamanho, chegou à aposentadoria apenas em 1993, após oito milhões de unidades produzidas.

Renault 5 1972 (Imagem: divulgação)

O 5 estreou em 1972 nas versões L e TL. Foi a aposta da Renault em um emergente segmento conhecido por Supermini, no qual se enquadravam modelos maiores do que um compacto urbano, porém menores do que um pequeno carro de família. Era um automóvel moderno, com carroceria reforçada para absorver impactos, bancos traseiros dobráveis e maçanetas que priorizavam a aerodinâmica.

Renault 5 1972 (Imagem: divulgação)

Também era elegante e descolado, com sua traseira inclinada, cores vibrantes e interior peculiar, com a alavanca de câmbio saindo do painel, o que ampliava o espaço interno, mas que logo foi transferida para o assoalho. Pena que Michel Boué, o autor de suas linhas inusitadas, morreu antes do lançamento do carro – que no final daquela década já era um dos mais vendidos do mundo.

(Imagem: divulgação)

Versões de entrada e intermediárias recebiam motores de 845 cc, 1,1, 1,2 ou 1,3 litro. Mas ao esportivo Alpine era destinado um 1.4 de 90 cv. Foi um dos primeiros hot hatches, mas nada comparado ao que viria em 1980: mantendo apenas o visual original, o 5 Turbo tinha motor central, tração traseira e a mente focada no Grupo 4 do World Rally Championship.

Renault 5 Turbo (imagem: divulgação)

De repente, um simples transporte prático e econômico virou um carro endeusado por entusiastas, hoje cobiçado por colecionadores cientes de que restam poucos por aí – e que jamais fabricarão algo igual.

Renault 5 partiu para a segunda geração em 1985 (Imagem: divulgação)

Na segunda geração, de 1985, o 5 virou Supercinq e abandonou a plataforma do 4 pela, mais moderna, base do 9. Foi sucedido pelo Clio em 1990, embora em alguns mercados tenha resistido até 1996.

 

 

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Rodrigo Mora

Rodrigo Mora

Rodrigo Mora é jornalista especializado no segmento automotivo, com passagens por Programa Auto+, iG, G1 e Folha de S. Paulo. Corre o mundo atrás dos lançamentos, o que já o levou a testar carros no gelo da Islândia e no deserto do Marrocos. No blog do VC, escreve sobre a tendência dos modelos populares, a convivência com os híbridos e elétricos e, claro, a história dos clássicos.
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