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Por que Ferrari dos anos 90 subiu 217% e hoje é o clássico mais valorizado

Por que Ferrari dos anos 90 subiu 217% e hoje é o clássico mais valorizado

Em 1994, a Ferrari redefiniu alguns conceitos que até ali constituíam um modelo esportivo ao lançar a F355. Espécie de prenúncio do que a marca italiana executaria na F50 – este praticamente um carro de Fórmula 1 com carroceria e bancos em couro -, importava das pistas motor (um 3.5 V8 de 375 cv) com bielas de titânio e cinco válvulas por cilindro, câmbio semiautomático com trocas de marcha no volante, amortecedores eletrônicos e uma bandeja sob o carro em prol da aerodinâmica.

(Imagem: divulgação)

Quase trinta anos após seu lançamento, a F355 é o clássico mais valorizado da atualidade. Segundo levantamento da plataforma Confused (site de comparação de carros que mapeia o mercado de antigos), uma dessas valia em média US$ 65 mil em 2019, mas chega hoje a US$ 204 mil – salto de 214%.

Na opinião do especialista Henrique Mendonça, à frente d’O Acervo, há também outros fatores que colocam a F355 no topo de retorno de investimento: “é a última Ferrari ‘raiz’, além de ser usável no dia a dia e viável de manter. Outro motivo é ser um representante dos anos 1990, um neoclássico”.

(Imagem: divulgação)

“Mas acho importante frisar”, alerta Mendonça, “que esses índices são ponderados, pois há muita variação de preço de acordo com o histórico e o estado de conservação do carro. No Brasil jogam o preço lá em cima para qualquer tipo de F355”.

Contudo, a F355 está longe de ser uma das Ferraris mais caras. Há uma longa fila entre ela e a 250 GTO, que teve um dos seus 36 exemplares produzidos vendido em 2018 por US$ 70 milhões. Entre 1994 e 1999, quando fora substituída pela 360 Modena, a F355 somou 11.273 exemplares construídos.

(Imagem: divulgação)

Na sequência entre os clássicos mais valorizados aparecem Ferrari Testarossa (111%), Lamborghini Miura (100%), Ferrari F40 (100%), Alfa Romeo GTV 6 (94%), Honda Prelude (85,9%), Cadillac Brougham (84,5%), Bugatti EB 110 (65%), Porsche 928 (61,5%) e Ford Cortina (43,3%).

Neste estudo, o Confused emparelhou 200 clássicos sob as perspectivas de valorização, raridade e popularidade a fim de apresentar o modelo mais relevante a partir de critérios tangíveis.

Conjugando os três fatores quem está no topo é o Lamborghini Miura, com nota 8,58, seguido por Ferrari F40 (nota 8,51), Ferrari 250 GTO (7,89), AC Cobra (7,42), Lamborghini Countach (7,42), Datsun 240Z (7,2), Bugatti EB 110 (7,02), Lancia Stratos (7,02), Plymouth Superbird (6,98), Jaguar E-Type (6,69) e Nissan Skyline GT-R (6,69).

(Imagem: divulgação)

“Carros clássicos estão se tornando uma compra cada vez mais popular entre os entusiastas e investidores, com o preço dos modelos raros aumentando mais rapidamente do que o preço do ouro. Isso significa que investir em um clássico não pode ser apenas uma compra dos sonhos para os fanáticos por carros, mas também tem o potencial de ser um investimento lucrativo para compradores inteligentes”, explana Alex Kindred, especialista em seguros de automóveis da Confused.

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Rodrigo Mora

Rodrigo Mora é jornalista especializado no segmento automotivo, com passagens por Programa Auto+, iG, G1 e Folha de S. Paulo. Corre o mundo atrás dos lançamentos, o que já o levou a testar carros no gelo da Islândia e no deserto do Marrocos. No blog do VC, escreve sobre a tendência dos modelos populares, a convivência com os híbridos e elétricos e, claro, a história dos clássicos.
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